quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O começo e o fim.

"O que eu ia fazer, ocupando o seu lugar?"
(Fresno - Soneto para Petr Cech)


           Não sei como começar um texto sobre você, já que tenho tanto pra falar e pouco jeito pra isso. Eu poderia escrever por dias sobre todas as suas infinitas qualidades que talvez só eu veja, mas acho que isso é suficiente, pois sei que as minhas qualidades também só são vistas por você e eu não me importo que elas só sejam vista por você, afinal tudo que eu faço é espelhado em você e pra você, mesmo que ás vezes eu cometa muitos erros e esteja longe de ser metade do que você é, tudo que eu fiz foi tentando acertar só pra poder olhar pro seu sorriso de orgulho e saber que quem colocou esse sorriso ali, fui eu. Não sei se outras pessoas têm a mesma relação que eu tenho com você, mas tenho certeza que ninguém tem alguém como você, afinal você é único. É uma espécie rara. É bom em tudo que faz e se destaca principalmente por ser verdadeiro em um mundo onde ninguém mais fala a verdade e nem aquilo que pensa. Alguns vêem esse seu jeito como grosseiro, mas pra mim você é apenas você: alguém que não sabe fingir e nem agradar quem não merece pra conseguir alguma coisa. Tudo que conseguiu foi na raça e outras por merecimento e é por isso que eu te admiro tanto e só o que eu posso, ou consigo dizer é obrigada por todos os momentos em que me deu força pra não desistir de nada ou deixar de ser quem eu realmente sou, obrigada por me apoiar em tudo e abrir meus olhos para tudo aquilo que foi difícil enxergar, perdão por todas as vezes em que te deixei preocupado ou que deixei você me ver chorar por outro homem que não fosse você (eu sei que deve ter sido uma merda e isso tudo porque eu não segui seu conselho de namorar só depois dos 30, né? Haha).
           Todo esse monte de coisa que eu disse, não saiu do jeito que eu queria, mas eu quero deixar claro que um dia eu vou conseguir fazer por você, tudo aquilo que você fez por mim.
             Te amo, pai.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Não reclame mais.

 
Ouça♪

           Acho que o ser humano tem algo nos genes que o faz reclamar.  É tão comum encontrar com alguém que não está 100% satisfeito e insiste em te fazer perder o seu tempo escutando as reclamações da vida.
             Sei que nada na vida é fácil pra ninguém, muito pelo contrário, está cada vez mais difícil. Mas por favor, isso não é motivo pra esquecer que reclamar de barriga cheia dá enjôo. E, além disso, do que tanto você reclama?
Você não é saudável? Não tem dinheiro? Não estudou? Não tem família?  Não tem amigos? Não tem alguém pra chamar  de seu? A TV atualmente só tem porcaria? O cara do seu lado no ônibus está ouvindo música sem o fone? O seu vizinho está dando uma festa que não te deixa dormir?
Todo sofrimento, dor, revolta ou seja lá o que for, é evitável. Basta sair da comodidade que é reclamar e partir pra agir.
             Pare de reclamar do governo. Vote em outros candidatos
             Pare de reclamar das suas notas. Estude mais na próxima vez.
             Pare de reclamar das dores de cabeça e nas costas. Tome remédios ou vá ao médico.
             Pare de reclamar das músicas ruins. Coloque fones de ouvido.
             Pare de reclamar da sua casa. Pelo menos você tem uma.
             Pare de reclamar da comida. Pelo menos você tem o que comer.
             Pare de reclamar do pouco dinheiro. Pelo menos você tem um pouco.
             Pare de reclamar dos programas de tv no domingo. Desligue e leia um livro.
             Pare de reclamar da festa dos vizinhos. Saia de casa e vai dar uma volta.
             Levou um fora? Seu namorado te traiu? A pessoa que você ama não te ama? Lembre-se que quem não ama a si mesmo, não merece o amor de ninguém.
             Todos temos problemas. Não ache que só porque você está sofrendo, você é único e merece a atenção de quem também tem problemas iguais ou até piores que os seus. Reclamar de coisas banais é ser tão egoísta e mesquinho que você não merecia nem um décimo da atenção que recebe enquanto gasta saliva dizendo asneiras sobre sua vida que você considera uma merda só porque a Internet caiu, os seus pais brigaram com você, os seus amigos não te convidaram pro cinema, você não encontra a pessoa certa ou o ônibus está lotado.
            Antes de reclamar, faça um esforço pra reparar no que há de bom, porque apesar da loucura em que vivemos, ainda existe muita coisa boa por aí. Antes de reclamar minimize os problemas e reconheça que existe quem esteja pior e que reclame menos do que você. Fale menos e passe a agir mais! O mundo, ou melhor, uma pequena parte dele, pode ser do seu jeito, basta que você comece a mudança a partir de você.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Insuportável mundo novo


            Sempre me pego dizendo “Odeio essa tecnologia desenfreada” e eu odeio mesmo. Não só pelo fato de achar que o Ipad surgiu querendo dar um fim nos livros impressos com aquele cheiro de novo sabe? E nem pelo fato de que a cada coisa nova que aparece nos sentimos burros e atrasados.

          Eu odeio a tecnologia porque todos os dias novas máquinas surpreendentes e “milagrosas” são inventadas e lançadas para curar sua solidão e te deixar feliz consumindo cada vez mais e nada é realmente necessário e nem cura a sua solidão de verdade. Você pode se divertir com seu celular novo ou seu computador de última geração por alguns momentos, mas depois, nada adiantará, porque mesmo com todas essas invenções, ninguém conseguiu criar uma máquina que nos fizesse com que pudéssemos nos tornar frios e não nos apaixonarmos mais por ninguém a não ser que realmente quiséssemos, que fizesse com que não nos importássemos se aquele que a gente quer não nos quer de volta, que pudéssemos apagar qualquer pessoa e qualquer lembrança da nossa memória para que isso não afetasse nosso coração, que pudéssemos sentir e pensar só naquilo que realmente queremos, que pudéssemos deixar o sentimentalismo de lado...
           Todo esse papo me lembra aquele filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, onde o Jim Carrey tenta apagar tudo o que viveu com a ex-namorada... Ficção né?  Na ficção tudo é possível, mas quem dirá que isso pode acontecer na realidade de uma simples mortal eternamente assombrada por um coração partido com memória de elefante? Não dá. A tecnologia e a ciência são capazes de quase tudo, menos isso. Podemos trocar de computador, de celular, de aparelhos portáteis, mas não conseguimos deletar o passado e acionar o presente que bem entendermos. Temos que continuar com as cicatrizes nesse insuportável mundo novo.


Escrito emSexta-Feira, 29 de Julho de 2011. 00h08.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Fantasmas.


Ouça♪

           Ultimamente tenho tentado me expressar de outra forma que não seja esta aqui. Tentei de todas as maneiras possíveis, tentei dizer, tentei desenhar, tentei escrever, mas nenhuma das minhas tentativas funcionou e talvez isso se deva ao fato de eu não conseguir expressar nada além de lágrimas, soluços e uma vontade enorme de gritar. E quando eu digo gritar, não preciso gritar palavra por palavra tudo aquilo que eu penso, eu digo gritar aquele “AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH” que se ouve a metros de distancia, sabe? Aquele grito que consegue tirar qualquer peso das costas de alguém, inclusive o peso de ter que ser alguém. Alguém que te faça bem. Alguém que você possa chamar de refúgio. Alguém que faça com que você sinta vontade de não ir embora nunca. E é esse peso que me tira o sono, que me faz chorar e que me faz escrever, porque talvez escrevendo tudo sai um pouco mais claro do que das vezes que eu tentei te dizer em uma conversa normal.
          Acho lindo seu esforço pra demonstrar de que sim, nós podemos ser felizes e que temos uma vida inteira pela frente e que “está na hora de fazermos as pazes”, como você diz. Ás vezes, tudo soa tão convincente que eu chego a acreditar, a sorrir e a imaginar nossa casinha e nossa vidinha bobinha de um casal eternamente apaixonado, mas basta você virar as costas e os fantasmas de um futuro infeliz voltam a me atormentar, me dizendo que eu devo deixar você ir e ser feliz com alguma outra garota que possa realmente te completar, porque eu e você somos completamente opostos, e aquele ditado idiota de que “os opostos se atraem” não tem a menor validade. E então eu choro e tenho vontade de te ligar pra implorar que você venha e não me deixe sozinha com os fantasmas que me atrapalham a vida e que me prove que eles estão errados, então os fantasmas me dizem que assim eu vou expor todas as minhas maiores fraquezas pra você, que poderá brincar ainda mais com meus sentimentos. E é nessa hora enfim que me dou conta de que não há como me expor mais pra você. Você já me tem por inteiro e sabe todos os meus pontos fracos e fortes. E eles finalmente me deixam por um tempo. Eles vão voltar, eu sei.


Escrito em: Sexta-Feira, 08 de Julho de 2011. 17h11.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Entre nós



        Honestamente, nem sei mais quem sou. De vez em quando me olho no espelho e odeio o reflexo de uma pessoa sem palavra, que não cumpre nem uma promessa feita a si mesma, mas de vez em quando sou capaz de ver no reflexo, uma pessoa feliz, que não se importa mais com orgulho e se entrega totalmente ao amor, mesmo que o amor não se entregue totalmente a ela.
          Acho até engraçado como todos os meus textos partem de dúvidas existenciais que partem das dúvidas que eu tenho sobre nós. Sempre prometo algo e nunca cumpro aquilo que prometi porque você consegue me fazer mudar de idéia logo de manhã, quando vem com olhos marejados de tanto chorar e com promessas de que tudo vai mudar e que eu devo acreditar. Mais uma vez eu acredito e simplesmente não consigo me arrepender disso, muito pelo contrário, eu me sinto bem com isso e sei que agora, mais uma vez, nós voltamos pra onde devíamos estar:  entre nós.

Escrito em: domingo, 19 de Junho de 2011. 19h43.